História

No ano de 1929, mais concretamente em 29 de Outubro, Armindo Augusto Carvalho, senhor de avultado património no Brasil e em Portugal, empresta à Junta de Freguesia de Salvador a importância de setenta mil escudos (trezentos e cinquenta euros na moeda actual), sem juros e pelo prazo de 20 anos, destinados á aquisição de terrenos para a urbanização na vila de Ribeira de Pena.

Em 1938, elabora o seu testamento nos seguintes termos - "... dos meus bens em Portugal deixo a importância do dinheiro recebido ou a receber do empréstimo feito à Junta de Freguesia do Salvador para, dos meus herdeiros, o mais competente, de colaboração com as pessoas boas e caridosas do concelho de Ribeira de Pena, de harmonia com as respectivas autoridades, fundarem na sede do concelho uma instituição nos moldes e garantias das Casas de Misericórdia, existentes em Portugal, em homenagem ao grande benemérito Francisco Alves Moimenta."

Em 19 de Junho de 1948, passados portanto dez anos, na Sala de Sessões da Comissão Municipal da Assistência de Ribeira de Pena, foi assinado o compromisso de constituição da Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena, tendo sido signatários desse compromisso as seguintes individualidades:


Não pretendendo fazer qualquer juízo de valor, é no entanto de realçar que os setenta mil escudos dos anos quarenta do século XX seriam, certamente, uma importância muito considerável. Que os signatários do compromisso eram pessoas conceituadas no meio e quase todas de avultados recursos económicos. Que os objectivos do doador Armindo Augusto de Carvalho não foram alcançados, pelo menos nos moldes em que ele conceberia uma instituição da natureza das Santas Casas da Misericórdia existentes em Portugal - e tantas havia já naquele tempo.